“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.“ Muitos pastores estão usando esta passagem para dizer que Jesus está nos mandando guardar a lei, dizendo que Cristo não destruiu a lei, mas na verdade eles não estão preocupados em que você guarde a lei, eles só falam assim, quando se trata de dar dízimos, porém deixam de lado todo o resto da lei, mas vamos ver o que realmente Jesus nos ensina nesta passagem. O que Jesus está dizendo nesta referida passagem, é que a palavra dos profetas e os escritos da lei apontavam para ele (João 5:39), e precisavam ser cumpridas, terminadas, concluídas, mas sem que fossem destruídas; a lei precisava passar, para dar lugar a graça, o Antigo pacto, para dar lugar ao novo, a Antiga Aliança, para dar lugar à Nova, pois a lei e os profetas eram sombras das coisas que estavam por vir através de Cristo (Colossenses 2:16-19 e Hebreus 10:1), elas anunciavam as obras do Messias, e quando ele viesse, elas seriam cumpridas, e não teriam mais necessidade de serem praticadas. Quando Cristo diz que não veio destruir a lei, mas cumprir, preste bem atenção no que ele está dizendo: o termo grego para destruir é (Katalyõ) que significa demolir, desintegrar, ou seja, Cristo está dizendo que não veio destruir a lei (sinônimo grego analiskõ), mas como ele mesmo disse: “eu vim cumprir a lei”, e o termo grego para cumprir é (plêroõ) que significa: trazer ao fim, realizar, satisfazer, terminar; ou seja, quando Cristo disse: “eu vim cumprir a lei”, Ele está dizendo que terminou a lei (Romanos 10:4), mas sem destruí-la, ele a completou, realizou, pôs um fim à lei sem a destruir, ele a satisfez, por isso ele disse na cruz: “está consumado (João 19:30)”, isso significa que foi completado, como quem termina uma obra, uma construção, concluindo e pondo um fim, de modo que não se precisa fazer mais nada na referida construção. As Escrituras são muito claras, e nos dizem que a lei era transitória, ou seja, era passageira, terminaria um dia, quando as coisas para as quais elas apontavam se cumprissem, então teria chegado o seu fim (Gálatas 3:1925), Israel havia sido avisado, que um dia, a Antiga Aliança terminaria, para dar lugar a uma nova (Hebreus 8:7-13), e foi ali, na cruz do calvário, que o Senhor Jesus concluiu a lei, e institui a Nova Aliança, de modo que antes que o céu e a terra tivessem passado, nem um jota ou um til caiu da lei, sem que tudo nela tivesse antes se cumprido Nele, Todas as suas exigências se cumpriram ali, em Cristo, Ele consumou a lei, satisfez o que ela exigia, cumpriu o propósito para o qual ela foi dada, portanto, o céu e a terra, agora podem passar, pois a lei foi cumprida em Cristo, na sua morte e ressurreição. Nada mais relacionado a lei cerimonial precisa ser praticado, se praticarmos, estaremos dizendo que a lei ainda continua vigorando, afirmando assim que o sacrifício de Cristo foi em vão (Gálatas 2:21), ou, que não foi suficiente, já que ele veio cumprir a lei, e mesmo sendo que ela já foi cumprida por Cristo, estão nos obrigando a guardá-la novamente. A própria palavra de Deus diz que ninguém será justificado diante de Deus pelas obras da lei (Gálatas 2:16; Romanos 3:20,28; Gálatas 3:11), como, pois, estão querendo nos obrigar, a guardar a lei dos dízimos, para sermos justificados diante de Deus? Sendo que a lei a ninguém justificou (Atos 13:39), Isto é simplesmente um absurdo, saiba que você que está querendo cumprir a lei, está anulando o sacrifício de Cristo, todos os que querem ser justificados pela lei, estão reerguendo o véu da Antiga Aliança, o qual Cristo rasgou na sua morte, para nos dar acesso a Deus sem as obras da lei (Marcos 15:38), estão caindo da graça os que querem se justificar pagando o dízimo que era exigência da lei (Gálatas 5:4). Se você chegar para qualquer pastor e perguntar – pastor, porque não sacrificamos mais animais como na Antiga Aliança? Porque não guardamos mais o sábado? Porque não praticamos mais a circuncisão? - Ele vai lhe responder - é porque tudo isso era da lei, e o fim da lei é Cristo - talvez ele lhe mostre Romandos 10:4, e vai lhe convencer que não precisamos mais guardar essas coisas, porque a lei findou em Cristo. Daí eu pergunto - então porque continuar a pagar o dízimo, ele também não era da lei? Porque então, não guardar o sábado e a circuncisão também? Já que pastores insistem em dizer, que devemos continuar pagando o dízimo, então deveríamos também continuar a guardar toda a lei, você não acha? Na verdade, não devemos continuar guardando os sábados, nem a circuncisão e nem o dízimo também, porque se praticarmos um, devemos também praticar os outros, mas como não praticamos mais alguns, então não devemos praticar também os outros, pois estamos na graça e não debaixo da lei (Gálatas 5:3,4; Tiago 2:10). Como vimos neste capitulo, a passagem de Mateus 5:17,18 está sendo manipulada, e mal interpretada, com o propósito de inibir as pessoas a pagarem algo que não precisa mais ser pago, pois Cristo já pagou tudo por nós na cruz do calvário, não estamos devendo nada, não somos ladrões por não devolver o dízimo. Como está escrito – não são os dízimos, mas Cristo quem nos justifica, “quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” (Romanos 8:33,34). Na verdade, como estamos vendo, a doutrina do dízimo é uma das maiores heresias pregadas pelas igrejas; é uma forma de coagir as pessoas a dar dinheiro sem que elas queiram dar, mas dão porque pensam que receberão cem vezes mais, ou porque acham que é obrigatório, e ainda, porque têm medo do devorador, o qual apresentaremos nos próximos estudos, e veremos claramente nas Escrituras, que não são demônios, mas eram insetos que atacavam a lavoura dos judeus. Tudo o que estão ensinando por aí, dizendo que o dízimo é obrigatório, não passa de manipulação psicológica e falsa doutrina. Se você perguntar a qualquer pastor ou teólogo sincero, se o dízimo é ou não obrigatório, ele vai lhe dizer que não é obrigatório, vai lhe dizer que contribuição, deve ser dada de coração, e não por obrigação. A questão que estamos tratando aqui neste livro, não é se devemos ou não ajudar a obra de Deus, a questão é, se o dízimo é ou não obrigatório, e como está ficando claro pela palavra de Deus, concluímos definitivamente à luz das escrituras, que com certeza o dízimo não é obrigatório, e em hipótese alguma o devorador é demônio.
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
7. EU NÃO VIM DESTRUIR A LEI, MAS CUMPRIR? (Mateus 5:17,18)
EU NÃO VIM DESTRUIR A LEI, MAS CUMPRIR? (Mateus 5:17,18)
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
6. PORQUE JESUS MANDOU OS FARISEUS DAREM O DÍZIMO? (Mateus 23:23)
PORQUE JESUS MANDOU OS FARISEUS DAREM O DÍZIMO? (Mateus 23:23)
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas".
Este texto é o mais usado por alguns líderes para sustentar que a doutrina do dízimo continua vigorando na Nova Aliança, e baseado neste texto eles dizem que no Novo Testamento Jesus disse que deveríamos continuar dando os dízimos, mas isso é um grande equivoco de hermenêutica e exegese, que deturpa a verdadeira doutrina bíblica, e adultera as palavras de Cristo. Vamos conferir agora:
1. Preste atenção, para quem Jesus está falando isto? O Senhor Jesus está falando para os fariseus que eram judeus, seguidores do judaísmo, e obrigados a guardarem toda a lei de Moisés, como já vimos nos textos que citamos no inicio.
2. Devemos considerar também, que a Antiga Aliança que Deus tinha com os judeus, ainda estava em vigor, pois Cristo ainda não tinha instituído a Nova Aliança, que só passou a vigorar quando Ele morreu e ressuscitou (Mateus 26:26), Cristo ainda não tinha consumado a lei, a lei ainda era obrigatória para os judeus.
3. E outra coisa muito importante a se observar neste texto, é que Jesus está falando, que eles davam os dízimos, da hortelã, do endro, e do cominho, ou seja, do fruto da terra, e não de dinheiro, confirmando o que já falamos que o dízimo não era dinheiro, mas a décima parte do fruto que a terra produzia (Levíticos 27:30; Deuteronômio 14:22-29). 4. Se realmente neste versículo, Jesus estivesse ensinando que o dízimo seria obrigatório na Nova Aliança (porém sabemos que não é), então Jesus também estaria ensinando que deveríamos continuar fazendo os sacrifícios que a lei exigia, pois ele também disse quando curou o leproso: "...vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho". (Mateus 8:4). Deveríamos nos apresentar a um sacerdote, e apresentar ofertas de acordo com o que Moisés ordenou? Por acaso você já viu nos dias atuais, alguém que ficou curado de alguma doença, se apresentar diante de um sacerdote e oferecer algum sacrifício que a lei ordena? Com certeza não! E porquê? Por que na verdade, Jesus não estava dizendo, que deveríamos continua a fazer os sacrifícios da lei, e nem que deveríamos continua a dar os dízimos que a lei exigia, o problema, é que estão interpretando os textos da forma errada, movidos por interesses denominacionais. Como foi dito agora a pouco, Jesus estava vivendo no tempo em que a Antiga Aliança ainda estava em vigor, por isso ele mandou o leproso que era judeu fazer o sacrifício que a lei ordenava, e do mesmo modo, ele mandou os fariseus pagarem o dízimo do endro, do cominho, e da hortelã, porque a Antiga Aliança ainda esta em vigor, mas que seria em breve concluída, com a sua morte e ressurreição (Romanos 10:4). Portanto, não podemos usar esta passagem, para dizer que Jesus nos mandou dar o dízimo, pois se fizermos isso, precisaremos reerguer toda a lei. Alguns pastores ainda dizem, que devemos dar os dízimos sim, porque os dízimos foram dados antes da lei. Abraão realmente deu o dízimo antes da lei (Falaremos melhor sobre isto em um capítulo mais na frente), mas o dízimo que Abraão deu, foi apenas uma única vez, e dízimos apenas dos despojos da guerra que ele havia vencido, e não dos seus bens pessoais (Hebreus 7:4): "E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo." (Gênesis 14:18-20). Jacó também deu o dízimo antes da lei (Falaremos melhor sobre isto também, em um capitulo mais na frente), mas uma única vez, e como voto e não por mandamento: “E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo. “(Gênesis 28:20-22). Mas, o que esses pastores escondem é que a guarda do sábado também foi praticada antes da lei: "Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera." (Gênesis 2:1-3). Também a circuncisão foi praticada antes da lei: "Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti; que todo o homem entre vós será circuncidado." (Gênesis 17:9,10). Só que depois, tanto o dízimo, como o sábado e a circuncisão, se tornaram lei, e eram obrigatórios, mas apenas para a o povo judeu e sua religião, chamada de judaísmo, como mostram os versículos a seguir: O DÍZIMO NA LEI: "Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor." (Levíticos 27:30) O SÁBADO NA LEI: Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. (Êxodo 20:8-11). A CIRCUNCISÃO NA LEI: "E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio." (Levíticos 12:3). Se tanto o sábado, como a circuncisão, como o dízimo, foram dados antes da lei, e depois viraram lei, então porque os pastores cobram apenas os dízimos dos irmãos? Dizendo que o dízimo foi dado muito antes da lei, e é uma lei universal, e por isso deve continuar sendo dado. Não deveriam eles cobrar também da igreja a guarda do sábado e a circuncisão? Haja vista que foram praticados também antes da lei, deveriam ser considerados uma lei universal assim como o dízimo? Porque se o dízimo foi praticado antes da lei, o sábado e a circuncisão também foram, mas a verdade, é que não somos mais obrigados a guardar os sábados, nem a circuncisão, e muito menos os dízimos, ou qualquer outro preceito da lei cerimonial. Se Abraão e Jacó deram o dízimo de forma espontânea, isto já deixa claro que não somos obrigados a fazer o mesmo, pois foi uma ação voluntária da parte deles, algo pessoal entre eles e Deus, mas agora, estão querendo usar esses textos, para nos inibir, e nos coagir, a fazermos o que eles fizeram, e isso qualquer teólogo sabe que não é doutrina para a igreja, e muito menos obrigatório. Amados, tudo é muito óbvio, as escrituras dizem que a lei terminou em cristo: "Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê." (Romanos 10:4). As escrituras dizem, que todas as exigências da lei, Cristo cumpriu com sua morte e ressurreição, por tanto, não precisamos mais fazer os sacrifícios de dízimos, nem de sábados, nem de circuncisão, e nem de tantos outros rituais que eram obrigatórios ao povo judeu no tempo da lei. Em (Atos 15) no concilio de Jerusalém, foi decidido pelos próprios apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo Espírito Santo, que nós crentes gentios, não somos obrigados a guardar as leis judaicas, como os judeus estava querendo, e agora dois mil anos depois, estão querendo de novo despertar esta questão, e impor à igreja a guarda da lei concernente ao dízimo, se conhecêssemos as escrituras, saberíamos que esta questão já foi resolvida em (Atos 15), que: “NÓS CRENTES GENTIOS, NÃO SOMOS OBRIGADOS A FAZER A CIRCUNCISÃO, A GUARDAR O SÁBADO, E DAR OS DÍZIMOS, E NEM A PRATICAR A LEI DE MOISÉS! (Atos 15:10,11,19,24,28)“.
5. O DÍZIMO DE JACÓ (Gênesis 28:20-22)
O DÍZIMO DE JACÓ (Gênesis 28:20-22)
“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.“ Esta passagem tem sido manipulada por alguns líderes para induzir os irmãos a darem os dízimos, mas ela por si só se explica, e é uma das mais fáceis de entender, pois como o próprio texto mostra, o dízimo que Jacó disse que daria a Deus foi um voto, (no grego nedher) o vocábulo é encontrado vinte e cinco vezes no Antigo Testamento, e significa: uma promessa, uma coisa prometida, fazer ou dar alguma coisa a Deus, ou seja, é uma ação voluntária, e não uma atitude para cumprir algum mandamento ou ordenança. De acordo com as Escrituras Sagradas, ninguém era obrigado a fazer voto, mas ao fazer, tinha a obrigação de cumprir (Eclesiastes 5:4,5), caso contrário era considerado pecado (Deuteronômio 23:21-23). Observe que Deus disse a Jacó que estaria com ele, que o abençoaria, que lhe daria aquela terra e suas riquezas por herança, e que nunca o abandonaria, em momento algum Deus pede dízimo a Jacó para cumprir essas promessas, Jacó é quem voluntariamente faz um voto, e promete a Deus que se O Senhor o proteger, estiver com ele, e o abençoar, lhe dará o dízimo de tudo. Não há um único versículo em toda a Escritura que prove que Jacó deu este dízimo porque tinha que cumprir alguma lei, não havia lei de dízimos, a ação de Jacó foi puramente voluntária e espontânea, Jacó foi um patriarca muito importante do povo israelita, era neto de Abraão, filho de Isaque o herdeiro da promessa, pai dos patriarcas de quem descenderam as doze tribos de Israel, a bíblia fala muito sobre ele e sua história (Gênesis cap. 25:24 ao cap. 50:13), mas em momento algum cita novamente Jacó pagando ou ensinando seus filhos a pagarem dízimos a algum sacerdote, pois não era uma prática ordenada por Deus naquela época, se fosse certamente Jacó não apenas teria praticado, mas também teria ensinado a seus filhos a darem os dízimos, contudo, o dízimo não era praticado continuamente pelo servos de Deus, pois a prática do dízimo viria a se tornar lei para os filhos de Israel apenas 430 anos depois deles terem subido ao Egito. Assim, fica claro para nós, que o dízimo de Jacó, foi apenas um voto voluntário, que ele fez espontaneamente, e uma única vez em sua vida, para que Deus o abençoasse em sua jornada, aliás, naquela época era comum esse tipo de voto, não apenas em relação a dar uma décima parte de alguma coisa que havia ganho, mas em prometer a Deus outras coisas também como mostram as seguintes passagens Bíblicas (Juízes 11:30,31; Números 21:1,2; Números 6:2,5,21; Números 30:1-16; Jonas 1:16); há várias outras passagens, mas essas são suficientes. Eu lhe pergunto: vamos ter que tornar todos esses votos, descritos nessas passagens acima, uma regra obrigatória para a igreja também? É claro que não! Nenhum voto que alguém fez, pode se tornar obrigatório para outra pessoa, nós não temos obrigação de pagar voto por outra pessoa, um voto é algo pessoal, eu não tenho obrigação de pagar dízimos porque Jacó antes da lei fez um voto de pagar o dízimo, por mais importante que seja o personagem, seu voto foi algo pessoal entre ele e Deus, e nós não temos nada a ver com isso, inclusive, no Novo Testamento não existem doutrinas de votos, e mesmo que houvessem, seria particular entre cada pessoa e Deus, ninguém teria nada a ver com o voto do outro. Jacó viveu o resto de sua vida no temor do Senhor, obedecendo a Deus em tudo, amou o Deus de seu Pai Isaque e de seu avô Abraão até o último dia da sua vida, porém nunca mais deu dízimos, pois como vimos, o dízimo ainda não era uma lei estabelecida por Deus, portanto não podemos tornar esta pratica uma lei universal.
4. O DÍZIMO DE ABRAÃO A MELQUISEDEQUE (Hebreus 7:4-10)
O DÍZIMO DE ABRAÃO A MELQUISEDEQUE (Hebreus 7:4-10). “Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro. “ Nas epístolas neotestamentárias, há única referência sobre dízimos, e está em (Hebreus 7:1-10) que fala do dízimo que Abraão deu ao sacerdote Melquisedeque. Todavia, quando se fala do sacerdote Melquisedeque, todos os teólogos e estudiosos, reconhecem que é um grande mistério, e um assunto de difícil interpretação, que tem gerado debates durante muitos séculos, e que é um assunto que pela sua complexidade continua em aberto, contudo isso, alguns pastores usam este texto, para dizer a igreja que ela é obrigada a pagar o dízimo, que a igreja começou a devolver o dízimo ainda no primeiro século, no período apostólico, mas quanto ao dízimo que se fala nesta referida passagem, para poder explicá-lo, primeiro lhe faço uma pergunta: quem estava recebendo os dízimos no I século d.C.?
os Levitas que pela lei tinham o direito de receber, ou os pastores da igreja? A própria bíblia nos da a resposta, preste bem atenção: os judeus não haviam reconhecido a Jesus como o Messias, e o sacerdócio levítico continuava em pleno exercício (Hebreus 8:4), (Hebreus 9:24,15), (Hebreus 10:1-11), e também não há nenhum versículo que diga, que os pastores da igreja recebiam os dízimos, ou que ensinavam os irmãos a darem os dízimos, mas a própria bíblia diz, que os levitas continuaram recebendo os dízimos do povo de acordo com a lei de Moisés (Hebreus 7:5,8,9). Então não faz sentido algum dizer que a igreja estava recebendo os dízimos, pois os textos mostram claramente que eram os levitas quem recebiam, por isso não encontramos em nenhum dos 27 livros do Novo Testamento, Jesus ou o apóstolos ensinando à igreja sobre dízimos, pode ter certeza meu irmão, se o dízimo fosse uma ordenança para a igreja, os apóstolos em suas cartas teriam orientado os irmãos como fazer, mais é claro que os apóstolos nunca falaram para a igreja sobre dízimos, porque os dízimos eram dos levitas, e eles continuavam recebendo normalmente, só pararam de receber quando o templo foi destruído no ano 70 d.C. pelo general Tito filho do imperador Vespasiano, pois não fazia mais sentido os levitas receberem os dízimos do povo, já que não estavam mais fazendo o serviço do templo por ele não mais existir. Hoje tanto em Israel como pelo mundo a fora, os judeus se reúnem em carater religioso, essas reuniões são dirigidas pelos rabinos, mas eles não recebem dízimos, muitos desses rabinos afirmam, que seria pecado receber dízimos já que não existe mais o templo, e não há uma ordem sacerdotal de levitas consagrados, mas no momento em que se reerguer o templo em Jerusalém, e consagrarem uma ordem sacerdotal, aí sim, será legitimo pagar o dizimo como manda a lei de Moisés. O que acontece com a carta aos Hebreus é que o autor com o seu profundo conhecimento do judaísmo, está se esforçando ao máximo para tentar fazer os judeus entenderem que agora há um novo sacerdócio, não mais pela ordem de Arão, da tribo de Levi, mas pela ordem de Melquisedeque, “que se testifica que ainda vive”, e para isso, o autor da carta mostra que o próprio Abraão, reconheceu o sacerdócio de Melquisedeque, como sendo maior do que ele quando deu-lhe os dízimos dos despojos da guerra, agora Israel deve reconhecer que Deus levantou um sacerdote semelhante a Melquisedeque, e que os judeus a exemplo de Abraão devem reconhece-lo, a saber, Jesus o Messias, o autor também tenta mostrar, que não há mais necessidade de sacerdotes e de sumos sacerdotes que ofereçam sacrifícios todos os dias, pois Cristo, o novo sumo sacerdote, fez um sacrifício único e perfeito quando se ofereceu a si mesmo na cruz, ele fala também do pacto que foi mudado, e diz que o primeiro (A.T) foi imperfeito, mas o segundo N.T) é perfeito e eterno, e mostra também que mudando-se o sacerdócio, é necessário que também se faça mudança de lei. Tudo isso é referencia do que está registrado nos seguintes textos: (Hebreus 4:14-16), (Hebreus 5:1-14), (Hebreus 7:1-28; Hebreus 8:1-13; Hebreus 9:1-28; Hebreus 10:1-23). Enfim, não há cobrança de dízimos para a igreja na carta aos Hebreus, ela é totalmente voltada os judeus, para que reconheçam que estamos debaixo de uma Nova Aliança, de um novo pacto, e de um novo sumo sacerdócio.
3. O DÍZIMO ANTES DA LEI... O DÍZIMO DE ABRAÃO
O DÍZIMO ANTES DA LEI...
O DÍZIMO DE ABRAÃO
(Gênesis 14:18-20) "E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo." Muitos ministros usam esta passagem para dizer que temos que dar os dízimos porque Abraão deu, os dízimos antes da lei, mas ao analisar na própria Escritura Sagrada, o dízimo de Abraão não tem nada a ver com mandamentos. Não existe uma única referência Bíblicas que prove que Abraão deu este dízimo por mandamento de Deus, se lermos cuidadosamente o relato de Gênesis 14:8-24, onde registra que Abrão da o dízimo ao sacerdote Melquisedeque, vamos aprender o seguinte: houve uma guerra que envolveu os reis das cidades de Sodoma, e de Gomorra, onde Ló sobrinho de Abraão morava, e o rei de Sodoma perdeu a guerra, e muitas das suas riquezas, seu povo foi levado cativo, inclusive Ló o sobrinho de Abraão com sua família e seus bens, Abraão reúne 318 homens de confiança conforme o que está escrito em Gênesis 14:14, e vai à batalha para resgatar seu sobrinho Ló e sua família, Abraão derrota os inimigos e resgata Ló e sua família com todos os seus bens, e também resgata o povo de Sodoma como suas riquezas (Gênesis 14:16), quando Abraão está voltando da guerra, vem ao seu encontro o sacerdote Melquisedeque e o abençoa (Gênesis 14:1820), Abraão como reconhecimento da autoridade sacerdotal de Melquisedeque, e como um ato de gratidão a Deus pela vitória contra seus inimigos, por ter resgatado todas as pessoas cativas e suas riquezas, dá-lhe os dízimos dos despojos da guerra, que eles vinham trazendo de volta para Sodoma (Gênesis 14:20), mas observe, que ele dá os dízimos apenas dos despojos da guerra, não de suas riquezas pessoais, que inclusive haviam ficado em sua casa, isto é explicado claramente em Hebreus 7:4. O rei de Sodoma viu tudo o que Abraão havia feito, e como ele havia dado os dízimos dos despojos da guerra a Melquisedeque, pois ele também havia saído ao encontro de Abraão para saudá-lo (Gênesis 14:17), e lhe ofereceu o restante das riquezas que Abraão havia conquistado na batalha, requerendo apenas as pessoas de volta (Gênesis 14:21), mas Abraão se recusa a receber o “premio”, não aceita nenhum centavo, e volta para sua casa em paz. O que aprendemos com isso? O dízimo de Abraão foi totalmente voluntário e espontâneo, não havia nenhuma ordenança de Deus quanto aos dízimos. Mas o que fez Abraão dar os dízimos dos despojos da guerra sem que fosse obrigatório? De acordo com alguns historiadores e estudiosos, naquela época a prática de dízimos eram apenas costumes das nações pagãs para exaltar os seus deuses, quando os pagãos davam os dízimos aos seus deuses, eles estavam reconhecendo a grandeza daquele deus, e agradecendo-o por algo que eles acreditavam que era o seu deus quem lhes havia dado, e como Abraão morava entre os pagãos, quis exaltar o seu Deus, que diga-se de passagem, é o único Deus verdadeiro que da vitória a qual nenhum outro deus pode dar, e para isso ele deu os dízimos ao sacerdote Melquisedeque diante de todos, para que todos vissem que o Deus de Abraão era o maior do que todos os seus deuses juntos, e de acordo com as Escrituras Sagradas, isso foi um ato que Abraão fez uma única vez, para glorificar o seu Deus acima de todos os deuses, pois lhe havia dado vitória na batalha, e Abraão queria deixar claro que havia sido o seu Deus e não o seu braço quem venceu a guerra, e assim honrar ao Senhor, e quem sabe, até levar algumas daquelas pessoas a adorarem e servirem ao Deus dos céus. Hoje muitos querem impor o dízimo voluntário de Abraão como uma lei universal, mas isto é um grande equívoco teológico, pois não podemos fazer das ações dos patriarcas, uma lei a ser cumprida em todas as épocas, simplesmente pela influência e importância que eles tiveram na história, respeitamos todos os patriarcas, mas a única lei que temos que cumprir hoje, é a neotestamentária, e nela não há obrigações sobre dízimos.
2. UM BREVE RESUMO DA HISTÓRIA DA LEI JUDAICA E SUA APLICAÇÃO
UM BREVE RESUMO DA HISTÓRIA DA LEI JUDAICA E SUA APLICAÇÃO: Para que você possa compreender melhor, o que está acontecendo no contexto do livro do profeta Malaquias, o porque da sua cobrança da prática do dizimo apenas para a nação de Israel e não para as outras nações, preste bem atenção no que explico a baixo: Quando Deus resgatou do Egito os hebreus, eram aproximadamente uns seiscentos mil homens (Êxodo 12:37,38), sem contar: mulheres, crianças, jovens menores de 20 anos de idade, e gente de outras nacionalidades que os acompanhavam, os melhores historiadores estimam que a multidão, que saiu do Egito com Moisés, somavam quase três milhões de pessoas; eles caminharam durante 3 meses até chegarem ao monte Sinai (Êxodo 19:1), chegando ao monte Sinai passaram dois anos, dois meses e vinte dias acampados (Números 10:11), neste período, Deus lhes deu suas leis, para que temessem e servissem ao Senhor e se estabelecessem como nação na terra a qual iriam habitar (Levíticos 27:34). Precisavam de regras e leis para executarem a justiça, tanto na caminhada que durou 40 anos no deserto, quanto para entrarem na terra que Deus lhes havia de dar, afinal, agora Israel era uma nação, e toda nação precisa de leis, por isso Deus lhes deu as leis por intermédio de Moisés, e assim como os Brasileiros são obrigados a cumprirem as leis da nação, assim também Israel era obrigado a cumprir as leis que Deus lhes havia dado (Deuteronômio 31:10-13). Os judeus não são obrigados a cumprirem as leis do Brasil ou de qualquer outra nação, e nem os brasileiros são obrigados a cumprirem as leis de Israel, cada nação tem suas leis, e cada cidadão de cada país deve obediência às leis de seus países, a não ser que ele esteja morando em outro país, aí sim, ele tem que obrigatoriamente cumprir a lei do país onde está morando, mesmo sendo de outra nacionalidade. No Brasil existe um sistema de governo chamado democrático, onde o povo escolhe seus representantes através de eleições diretas, e seus representantes criam as leis que regem a nação, tendo essas, a aprovação do povo, já que são eles quem elegem os políticos que criam as leis, já no caso de Israel, o seu sistema de governo era Teocrático, onde as leis vem de Deus, e não dos homens, embora haviam reis e líderes que regiam a nação, eles não podiam criar leis, nem acrescentar, nem subtrair, as leis que Deus já havia ordenado (Deuteronômio 4:1,2), eles tinham apenas que cumprirem as leis estabelecidas por Deus, e ordenar a nação, a guardarem todas essas leis e praticá-las. O povo de Israel, era obrigado a guardar toda a lei de Deus, que regia sua nação (Deuteronômio 4:1-49). É um absurdo querer que uma nação estrangeira guarde as leis de outro país, mesmo que seja do país de Israel, e é mais absurdo ainda, querer impor essas leis à religião, mesmo que seja ao cristianismo. “Como podemos ver, é tudo muito claro, muito simples de entender quando queremos, mas se fecharmos o coração nunca compreenderemos esta verdade, mas Deus quer que você a conheça.” Os ministros atuais, nunca mostram quando o dízimo foi instituído, nem onde está registrado esta doutrina, eles só mostram Malaquias 3:8-11, mas Malaquias está apenas chamando a nação de Israel à voltarem a cumprir a doutrina da prática do dízimo, que fazia parte da lei de Deus para eles, na verdade, a lei que fala do dízimo se encontra em Deuteronômio 14:22-29, que inclusive, tem sido escondido de vocês, mas chegou a hora de conhecer, todavia precisamos ir por partes, para que fique tuto claro e não restem dúvidas. Agora vamos ver, o que dizem os ministros atuais, em comparação com a verdadeira doutrina do dízimo estabelecida por Deus em Deuteronômio 14:22-29, já ficou claro para nós, que o dízimo é uma obrigação para os judeus e não para nós, não temos nada a ver com a doutrina do dízimo, contudo, muitos ministros insistem em cobrar os dízimos dos fieis, mas mesmo sendo errado cobrar o dízimo da igreja, será que pelo menos, eles estão pedindo o dízimo realmente do jeito que está escrito?
vejamos: 1º Ministros atuais, dizem que tem que dar o dízimo de tudo o que ganha, e que além disso eles dizem que o dízimo é dinheiro, mas mesmo que na época já existisse dinheiro como mostra em Deuteronômio 14:24,25, a bíblia diz de forma clara, que o dízimo era apenas a décima parte do que se colhia do grão plantado na terra, e do que os animais reproduziam a cada ano, não dinheiro. Outra coisa interessante é que o dízimo não era de tudo o que se ganhava, mas apenas da lavoura, e da reprodução dos animais, ninguém dava o dízimo de empreendimentos, ou de lucros que tivesse com alguma coisa, ou do salário que recebia, mas apenas do grão da terra, e das crias dos animais que criavam, veja o que a bíblia diz: "Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo." (Deuteronômio 14: 22). "Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor." (Levíticos 27:30). “E que as primícias da nossa massa, as nossas ofertas alçadas, o fruto de toda a árvore, o mosto e o azeite, traríamos aos sacerdotes, às câmaras da casa do nosso Deus; e os dízimos da nossa terra aos levitas; e que os levitas receberiam os dízimos em todas as cidades, da nossa lavoura. “(Neemias 10:37).
2º Ministros atuais, dizem que tem que dar o dízimo todos os meses, mas a bíblia diz que o dízimo era dado apenas uma vez por ano, no período da colheita, já que dízimo era apenas do que se plantava, e das crias dos animais que criavam, como mostra o texto a seguir: "Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo." (Deuteronômio 14: 22).
3º Ministros atuais dizem que tem que dar o dízimo para a igreja, mas a bíblia diz que durante dois anos, uma vez por ano o judeu dizimista viajava com o seu dízimo para a cidade de Jerusalém, onde estava o templo, e era o próprio judeu, e sua casa, quem comiam o dízimo na presença de Deus, para se alegrarem com suas famílias e aprenderem a temer ao Senhor, como mostra o texto a seguir: "23 E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias.” “26 E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa;" (Deuteronômio 14:23,26). Leia também (Deuteronômio 12:5-19).
4º Quando não dava para levar o dízimo (que era o grão da terra, e as crias dos animais que haviam gerado na quele ano) para o lugar ordenado por Deus, ou seja, Jerusalém, então o judeu tinha que vender o produto do dízimo e levar o dinheiro, mas ao chegar em Jerusalém deveria comprar o que ele e sua família quisessem, e deveriam comer na presença de Deus, ele não podia voltar com aquele dinheiro, e nem depositar de oferta, era uma ordenança da lei, tinha que ser assim, como nos mostra o texto a seguir: 24 E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o Senhor teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; 25 Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus; 26 E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa;" (Deuteronômio 14:24-26).
5º A cada três anos, era separado o dízimo do ano terceiro, que era chamado de o ano do dízimo, onde toda a nação colocava todos os seus dízimos do que haviam colhido à porta da cidade em que moravam, então, eram dados aos órfãos, às viúvas, aos estrangeiros e aos levitas, para seu sustento, e não à igreja como alguns insistem em dizer, era um plano de governo de Deus (Teocracia), para ajudar as pessoas menos favorecidas pela sociedade, e aos levitas que não tinham herança na terra de Israel, assim eles teriam sustento suficiente para os próximos dois anos, como podemos ver no texto que se segue: “Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; Então virá o levita (pois nem parte, nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem." (Deuteronômio 14:27,28,29). “Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem. “(Deuteronômio 16:12). Esta era a lei dos dízimos, era desta forma que os judeus davam o seu dízimo, era obrigatório, tinha que ser desta maneira. Mas como nós sabemos, não é assim que os líderes da atualidade estão ensinando o povo, eles mudaram tudo, e ainda dizem que o dízimo que eles pedem está na bíblia, mas como vimos, eles distorcem tudo, e o povo aceita porque não conhecem a verdade. Vamos continuar lendo sobre o assunto, pois estamos apenas começando.
1. O QUE TEM SIDO ENSINADO SOBRE DÍZIMOS NAS IGREJAS HOJE?
O QUE TEM SIDO ENSINADO SOBRE DÍZIMOS NAS IGREJAS HOJE?
1. Se não der o dizimo está roubando a Deus.
2. Se não der o dízimo vai para o inferno.
3. Se não der o dízimo o devorador vai destruir sua vida e família.
4. Se não der o dízimo está debaixo de maldição e etc... Mas, será que tudo isso é verdade? Claro que não, e a Bíblia prova isso! A partir de agora, vamos analisar nas Escrituras Sagradas toda a verdade sobre dízimos e devoradores: De fato, em Malaquias 3:8-10 o senhor está cobrando o dízimo, mas de quem o senhor está cobrando o dízimo? Para sabermos, precisamos compreender o contexto, e para isso vamos ler o versículo 9 do capitulo 3 onde diz: "Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação." (Malaquias 3:9) Como podemos ler, o texto diz que Deus está cobrando o dízimo especificamente de uma nação, mas que nação é esta de quem o Senhor está cobrando o dízimo? Para que possamos ter uma resposta clara, precisamos ver para quem Malaquias está escrevendo esta profecia, vamos ler o que está nas primeiras linhas do livro da profecia de Malaquias, isso vai revelar de qual nação Deus está cobrando o dízimo. "Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias." (Malaquias 1:1) Como a passagem acima mostra claramente, Malaquias está escrevendo sua profecia endereçada à nação de Israel, portanto é da nação de Israel que Deus está cobrando o dízimo. Vale ressaltar, que o livro do profeta Malaquias, é uma exortação contra a nação de Israel, por conta da sua desobediência, portanto, o dízimo está sendo cobrado apenas do povo de Israel; e porquê? Porque o dízimo, bem como toda a lei de Moisés, são ordenanças de Deus para os judeus, e não para as outras nações, como nos mostra o texto a seguir: Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor. Estes são os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai." (Levítico 27:30,34). O texto a cima, é claro e objetivo em dizer que, o mandamento dos dízimos, e os outros mandamentos contidos no livro de levíticos, números e Deuteronômio, são ordenanças que o Senhor deu à nação de Israel e não a nós, pois não somos judeus, somos gentios da nação chamada Brasil. Como podemos perceber, a cobrança do dízimo descrito em Malaquias, não é para a igreja, e nem para pessoas de outra nacionalidade, mas apenas para a nação de Israel, que são o povo a quem Deus deu a lei quando os tirou da escravidão do Egito, o povo da Antiga Aliança, da religião chamada de judaísmo, que era obrigada a guardar toda a lei que Deus deu a Moisés.
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