“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.“ Esta passagem tem sido manipulada por alguns líderes para induzir os irmãos a darem os dízimos, mas ela por si só se explica, e é uma das mais fáceis de entender, pois como o próprio texto mostra, o dízimo que Jacó disse que daria a Deus foi um voto, (no grego nedher) o vocábulo é encontrado vinte e cinco vezes no Antigo Testamento, e significa: uma promessa, uma coisa prometida, fazer ou dar alguma coisa a Deus, ou seja, é uma ação voluntária, e não uma atitude para cumprir algum mandamento ou ordenança. De acordo com as Escrituras Sagradas, ninguém era obrigado a fazer voto, mas ao fazer, tinha a obrigação de cumprir (Eclesiastes 5:4,5), caso contrário era considerado pecado (Deuteronômio 23:21-23). Observe que Deus disse a Jacó que estaria com ele, que o abençoaria, que lhe daria aquela terra e suas riquezas por herança, e que nunca o abandonaria, em momento algum Deus pede dízimo a Jacó para cumprir essas promessas, Jacó é quem voluntariamente faz um voto, e promete a Deus que se O Senhor o proteger, estiver com ele, e o abençoar, lhe dará o dízimo de tudo. Não há um único versículo em toda a Escritura que prove que Jacó deu este dízimo porque tinha que cumprir alguma lei, não havia lei de dízimos, a ação de Jacó foi puramente voluntária e espontânea, Jacó foi um patriarca muito importante do povo israelita, era neto de Abraão, filho de Isaque o herdeiro da promessa, pai dos patriarcas de quem descenderam as doze tribos de Israel, a bíblia fala muito sobre ele e sua história (Gênesis cap. 25:24 ao cap. 50:13), mas em momento algum cita novamente Jacó pagando ou ensinando seus filhos a pagarem dízimos a algum sacerdote, pois não era uma prática ordenada por Deus naquela época, se fosse certamente Jacó não apenas teria praticado, mas também teria ensinado a seus filhos a darem os dízimos, contudo, o dízimo não era praticado continuamente pelo servos de Deus, pois a prática do dízimo viria a se tornar lei para os filhos de Israel apenas 430 anos depois deles terem subido ao Egito. Assim, fica claro para nós, que o dízimo de Jacó, foi apenas um voto voluntário, que ele fez espontaneamente, e uma única vez em sua vida, para que Deus o abençoasse em sua jornada, aliás, naquela época era comum esse tipo de voto, não apenas em relação a dar uma décima parte de alguma coisa que havia ganho, mas em prometer a Deus outras coisas também como mostram as seguintes passagens Bíblicas (Juízes 11:30,31; Números 21:1,2; Números 6:2,5,21; Números 30:1-16; Jonas 1:16); há várias outras passagens, mas essas são suficientes. Eu lhe pergunto: vamos ter que tornar todos esses votos, descritos nessas passagens acima, uma regra obrigatória para a igreja também? É claro que não! Nenhum voto que alguém fez, pode se tornar obrigatório para outra pessoa, nós não temos obrigação de pagar voto por outra pessoa, um voto é algo pessoal, eu não tenho obrigação de pagar dízimos porque Jacó antes da lei fez um voto de pagar o dízimo, por mais importante que seja o personagem, seu voto foi algo pessoal entre ele e Deus, e nós não temos nada a ver com isso, inclusive, no Novo Testamento não existem doutrinas de votos, e mesmo que houvessem, seria particular entre cada pessoa e Deus, ninguém teria nada a ver com o voto do outro. Jacó viveu o resto de sua vida no temor do Senhor, obedecendo a Deus em tudo, amou o Deus de seu Pai Isaque e de seu avô Abraão até o último dia da sua vida, porém nunca mais deu dízimos, pois como vimos, o dízimo ainda não era uma lei estabelecida por Deus, portanto não podemos tornar esta pratica uma lei universal.
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