quinta-feira, 5 de novembro de 2020

6. PORQUE JESUS MANDOU OS FARISEUS DAREM O DÍZIMO? (Mateus 23:23)

PORQUE JESUS MANDOU OS FARISEUS DAREM O DÍZIMO? (Mateus 23:23) 

 "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas". 

 Este texto é o mais usado por alguns líderes para sustentar que a doutrina do dízimo continua vigorando na Nova Aliança, e baseado neste texto eles dizem que no Novo Testamento Jesus disse que deveríamos continuar dando os dízimos, mas isso é um grande equivoco de hermenêutica e exegese, que deturpa a verdadeira doutrina bíblica, e adultera as palavras de Cristo. Vamos conferir agora: 
1. Preste atenção, para quem Jesus está falando isto? O Senhor Jesus está falando para os fariseus que eram judeus, seguidores do judaísmo, e obrigados a guardarem toda a lei de Moisés, como já vimos nos textos que citamos no inicio.
  2. Devemos considerar também, que a Antiga Aliança que Deus tinha com os judeus, ainda estava em vigor, pois Cristo ainda não tinha instituído a Nova Aliança, que só passou a vigorar quando Ele morreu e ressuscitou (Mateus 26:26), Cristo ainda não tinha consumado a lei, a lei ainda era obrigatória para os judeus.
  3. E outra coisa muito importante a se observar neste texto, é que Jesus está falando, que eles davam os dízimos, da hortelã, do endro, e do cominho, ou seja, do fruto da terra, e não de dinheiro, confirmando o que já falamos que o dízimo não era dinheiro, mas a décima parte do fruto que a terra produzia (Levíticos 27:30; Deuteronômio 14:22-29). 4. Se realmente neste versículo, Jesus estivesse ensinando que o dízimo seria obrigatório na Nova Aliança (porém sabemos que não é), então Jesus também estaria ensinando que deveríamos continuar fazendo os sacrifícios que a lei exigia, pois ele também disse quando curou o leproso: "...vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho". (Mateus 8:4). Deveríamos nos apresentar a um sacerdote, e apresentar ofertas de acordo com o que Moisés ordenou? Por acaso você já viu nos dias atuais, alguém que ficou curado de alguma doença, se apresentar diante de um sacerdote e oferecer algum sacrifício que a lei ordena? Com certeza não! E porquê? Por que na verdade, Jesus não estava dizendo, que deveríamos continua a fazer os sacrifícios da lei, e nem que deveríamos continua a dar os dízimos que a lei exigia, o problema, é que estão interpretando os textos da forma errada, movidos por interesses denominacionais. Como foi dito agora a pouco, Jesus estava vivendo no tempo em que a Antiga Aliança ainda estava em vigor, por isso ele mandou o leproso que era judeu fazer o sacrifício que a lei ordenava, e do mesmo modo, ele mandou os fariseus pagarem o dízimo do endro, do cominho, e da hortelã, porque a Antiga Aliança ainda esta em vigor, mas que seria em breve concluída, com a sua morte e ressurreição (Romanos 10:4). Portanto, não podemos usar esta passagem, para dizer que Jesus nos mandou dar o dízimo, pois se fizermos isso, precisaremos reerguer toda a lei. Alguns pastores ainda dizem, que devemos dar os dízimos sim, porque os dízimos foram dados antes da lei. Abraão realmente deu o dízimo antes da lei (Falaremos melhor sobre isto em um capítulo mais na frente), mas o dízimo que Abraão deu, foi apenas uma única vez, e dízimos apenas dos despojos da guerra que ele havia vencido, e não dos seus bens pessoais (Hebreus 7:4): "E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo." (Gênesis 14:18-20). Jacó também deu o dízimo antes da lei (Falaremos melhor sobre isto também, em um capitulo mais na frente), mas uma única vez, e como voto e não por mandamento: “E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo. “(Gênesis 28:20-22). Mas, o que esses pastores escondem é que a guarda do sábado também foi praticada antes da lei: "Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera." (Gênesis 2:1-3). Também a circuncisão foi praticada antes da lei: "Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti; que todo o homem entre vós será circuncidado." (Gênesis 17:9,10). Só que depois, tanto o dízimo, como o sábado e a circuncisão, se tornaram lei, e eram obrigatórios, mas apenas para a o povo judeu e sua religião, chamada de judaísmo, como mostram os versículos a seguir: O DÍZIMO NA LEI: "Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor." (Levíticos 27:30) O SÁBADO NA LEI: Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. (Êxodo 20:8-11). A CIRCUNCISÃO NA LEI: "E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio." (Levíticos 12:3). Se tanto o sábado, como a circuncisão, como o dízimo, foram dados antes da lei, e depois viraram lei, então porque os pastores cobram apenas os dízimos dos irmãos? Dizendo que o dízimo foi dado muito antes da lei, e é uma lei universal, e por isso deve continuar sendo dado. Não deveriam eles cobrar também da igreja a guarda do sábado e a circuncisão? Haja vista que foram praticados também antes da lei, deveriam ser considerados uma lei universal assim como o dízimo? Porque se o dízimo foi praticado antes da lei, o sábado e a circuncisão também foram, mas a verdade, é que não somos mais obrigados a guardar os sábados, nem a circuncisão, e muito menos os dízimos, ou qualquer outro preceito da lei cerimonial. Se Abraão e Jacó deram o dízimo de forma espontânea, isto já deixa claro que não somos obrigados a fazer o mesmo, pois foi uma ação voluntária da parte deles, algo pessoal entre eles e Deus, mas agora, estão querendo usar esses textos, para nos inibir, e nos coagir, a fazermos o que eles fizeram, e isso qualquer teólogo sabe que não é doutrina para a igreja, e muito menos obrigatório. Amados, tudo é muito óbvio, as escrituras dizem que a lei terminou em cristo: "Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê." (Romanos 10:4). As escrituras dizem, que todas as exigências da lei, Cristo cumpriu com sua morte e ressurreição, por tanto, não precisamos mais fazer os sacrifícios de dízimos, nem de sábados, nem de circuncisão, e nem de tantos outros rituais que eram obrigatórios ao povo judeu no tempo da lei. Em (Atos 15) no concilio de Jerusalém, foi decidido pelos próprios apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo Espírito Santo, que nós crentes gentios, não somos obrigados a guardar as leis judaicas, como os judeus estava querendo, e agora dois mil anos depois, estão querendo de novo despertar esta questão, e impor à igreja a guarda da lei concernente ao dízimo, se conhecêssemos as escrituras, saberíamos que esta questão já foi resolvida em (Atos 15), que: “NÓS CRENTES GENTIOS, NÃO SOMOS OBRIGADOS A FAZER A CIRCUNCISÃO, A GUARDAR O SÁBADO, E DAR OS DÍZIMOS, E NEM A PRATICAR A LEI DE MOISÉS! (Atos 15:10,11,19,24,28)“. 

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