quinta-feira, 5 de novembro de 2020

3. O DÍZIMO ANTES DA LEI... O DÍZIMO DE ABRAÃO

O DÍZIMO ANTES  DA LEI... 
   
O DÍZIMO  DE  ABRAÃO 

(Gênesis  14:18-20)  "E  Melquisedeque,  rei  de  Salém,  trouxe  pão  e vinho;  e  era  este  sacerdote  do  Deus  Altíssimo.  E  abençoou-o,  e  disse: Bendito  seja  Abrão  pelo  Deus  Altíssimo,  o  Possuidor  dos  céus  e  da terra;  E  bendito  seja  o  Deus  Altíssimo,  que  entregou  os  teus  inimigos nas  tuas  mãos.  E  Abrão  deu-lhe  o dízimo  de  tudo."   Muitos ministros  usam  esta  passagem  para  dizer que  temos  que  dar  os  dízimos  porque  Abraão  deu,  os dízimos  antes  da  lei,  mas  ao  analisar  na  própria  Escritura Sagrada,  o  dízimo  de  Abraão  não  tem  nada  a  ver  com mandamentos.   Não  existe  uma  única  referência  Bíblicas  que  prove que  Abraão  deu  este  dízimo  por  mandamento  de  Deus,  se lermos  cuidadosamente  o  relato  de  Gênesis  14:8-24,  onde registra que  Abrão  da  o  dízimo  ao  sacerdote Melquisedeque,  vamos  aprender  o  seguinte:  houve  uma guerra  que  envolveu  os  reis  das  cidades  de  Sodoma,  e  de Gomorra,  onde  Ló  sobrinho  de  Abraão  morava,  e  o  rei  de Sodoma perdeu  a  guerra,  e  muitas  das  suas  riquezas,  seu povo  foi  levado  cativo,  inclusive  Ló  o  sobrinho  de  Abraão com  sua  família  e  seus  bens,  Abraão  reúne  318  homens de confiança conforme o que está escrito em Gênesis 14:14, e vai à batalha para resgatar seu sobrinho Ló e sua família, Abraão derrota os inimigos e resgata Ló e sua família com todos os seus bens, e também resgata o povo de Sodoma como suas riquezas (Gênesis 14:16), quando Abraão está voltando da guerra, vem ao seu encontro o sacerdote Melquisedeque e o abençoa (Gênesis 14:1820), Abraão como reconhecimento da autoridade sacerdotal de Melquisedeque, e como um ato de gratidão a Deus pela vitória contra seus inimigos, por ter resgatado todas as pessoas cativas e suas riquezas, dá-lhe os dízimos dos despojos da guerra, que eles vinham trazendo de volta para Sodoma (Gênesis 14:20), mas observe, que ele dá os dízimos apenas dos despojos da guerra, não de suas riquezas pessoais, que inclusive haviam ficado em sua casa, isto é explicado claramente em Hebreus 7:4. O rei de Sodoma viu tudo o que Abraão havia feito, e como ele havia dado os dízimos dos despojos da guerra a Melquisedeque, pois ele também havia saído ao encontro de Abraão para saudá-lo (Gênesis 14:17), e lhe ofereceu o restante das riquezas que Abraão havia conquistado na batalha, requerendo apenas as pessoas de volta (Gênesis 14:21), mas Abraão se recusa a receber o “premio”, não aceita nenhum centavo, e volta para sua casa em paz. O que aprendemos com isso? O dízimo de Abraão foi totalmente voluntário e espontâneo, não havia nenhuma ordenança de Deus quanto aos dízimos. Mas o que fez Abraão dar os dízimos dos despojos da guerra sem que fosse obrigatório? De acordo com alguns historiadores e estudiosos, naquela época a prática de dízimos eram apenas costumes das nações pagãs para exaltar os seus deuses, quando os pagãos davam os dízimos aos seus deuses, eles estavam reconhecendo a grandeza daquele deus, e agradecendo-o por algo que eles acreditavam que era o seu deus quem lhes havia dado, e como Abraão morava entre os pagãos, quis exaltar o seu Deus, que diga-se de passagem, é o único Deus verdadeiro que da vitória a qual nenhum outro deus pode dar, e para isso ele deu os dízimos ao sacerdote Melquisedeque diante de todos, para que todos vissem que o Deus de Abraão era o maior do que todos os seus deuses juntos, e de acordo com as Escrituras Sagradas, isso foi um ato que Abraão fez uma única vez, para glorificar o seu Deus acima de todos os deuses, pois lhe havia dado vitória na batalha, e Abraão queria deixar claro que havia sido o seu Deus e não o seu braço quem venceu a guerra, e assim honrar ao Senhor, e quem sabe, até levar algumas daquelas pessoas a adorarem e servirem ao Deus dos céus. Hoje muitos querem impor o dízimo voluntário de Abraão como uma lei universal, mas isto é um grande equívoco teológico, pois não podemos fazer das ações dos patriarcas, uma lei a ser cumprida em todas as épocas, simplesmente pela influência e importância que eles tiveram na história, respeitamos todos os patriarcas, mas a única lei que temos que cumprir hoje, é a neotestamentária, e nela não há obrigações sobre dízimos. 

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