“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.“ Muitos pastores estão usando esta passagem para dizer que Jesus está nos mandando guardar a lei, dizendo que Cristo não destruiu a lei, mas na verdade eles não estão preocupados em que você guarde a lei, eles só falam assim, quando se trata de dar dízimos, porém deixam de lado todo o resto da lei, mas vamos ver o que realmente Jesus nos ensina nesta passagem. O que Jesus está dizendo nesta referida passagem, é que a palavra dos profetas e os escritos da lei apontavam para ele (João 5:39), e precisavam ser cumpridas, terminadas, concluídas, mas sem que fossem destruídas; a lei precisava passar, para dar lugar a graça, o Antigo pacto, para dar lugar ao novo, a Antiga Aliança, para dar lugar à Nova, pois a lei e os profetas eram sombras das coisas que estavam por vir através de Cristo (Colossenses 2:16-19 e Hebreus 10:1), elas anunciavam as obras do Messias, e quando ele viesse, elas seriam cumpridas, e não teriam mais necessidade de serem praticadas. Quando Cristo diz que não veio destruir a lei, mas cumprir, preste bem atenção no que ele está dizendo: o termo grego para destruir é (Katalyõ) que significa demolir, desintegrar, ou seja, Cristo está dizendo que não veio destruir a lei (sinônimo grego analiskõ), mas como ele mesmo disse: “eu vim cumprir a lei”, e o termo grego para cumprir é (plêroõ) que significa: trazer ao fim, realizar, satisfazer, terminar; ou seja, quando Cristo disse: “eu vim cumprir a lei”, Ele está dizendo que terminou a lei (Romanos 10:4), mas sem destruí-la, ele a completou, realizou, pôs um fim à lei sem a destruir, ele a satisfez, por isso ele disse na cruz: “está consumado (João 19:30)”, isso significa que foi completado, como quem termina uma obra, uma construção, concluindo e pondo um fim, de modo que não se precisa fazer mais nada na referida construção. As Escrituras são muito claras, e nos dizem que a lei era transitória, ou seja, era passageira, terminaria um dia, quando as coisas para as quais elas apontavam se cumprissem, então teria chegado o seu fim (Gálatas 3:1925), Israel havia sido avisado, que um dia, a Antiga Aliança terminaria, para dar lugar a uma nova (Hebreus 8:7-13), e foi ali, na cruz do calvário, que o Senhor Jesus concluiu a lei, e institui a Nova Aliança, de modo que antes que o céu e a terra tivessem passado, nem um jota ou um til caiu da lei, sem que tudo nela tivesse antes se cumprido Nele, Todas as suas exigências se cumpriram ali, em Cristo, Ele consumou a lei, satisfez o que ela exigia, cumpriu o propósito para o qual ela foi dada, portanto, o céu e a terra, agora podem passar, pois a lei foi cumprida em Cristo, na sua morte e ressurreição. Nada mais relacionado a lei cerimonial precisa ser praticado, se praticarmos, estaremos dizendo que a lei ainda continua vigorando, afirmando assim que o sacrifício de Cristo foi em vão (Gálatas 2:21), ou, que não foi suficiente, já que ele veio cumprir a lei, e mesmo sendo que ela já foi cumprida por Cristo, estão nos obrigando a guardá-la novamente. A própria palavra de Deus diz que ninguém será justificado diante de Deus pelas obras da lei (Gálatas 2:16; Romanos 3:20,28; Gálatas 3:11), como, pois, estão querendo nos obrigar, a guardar a lei dos dízimos, para sermos justificados diante de Deus? Sendo que a lei a ninguém justificou (Atos 13:39), Isto é simplesmente um absurdo, saiba que você que está querendo cumprir a lei, está anulando o sacrifício de Cristo, todos os que querem ser justificados pela lei, estão reerguendo o véu da Antiga Aliança, o qual Cristo rasgou na sua morte, para nos dar acesso a Deus sem as obras da lei (Marcos 15:38), estão caindo da graça os que querem se justificar pagando o dízimo que era exigência da lei (Gálatas 5:4). Se você chegar para qualquer pastor e perguntar – pastor, porque não sacrificamos mais animais como na Antiga Aliança? Porque não guardamos mais o sábado? Porque não praticamos mais a circuncisão? - Ele vai lhe responder - é porque tudo isso era da lei, e o fim da lei é Cristo - talvez ele lhe mostre Romandos 10:4, e vai lhe convencer que não precisamos mais guardar essas coisas, porque a lei findou em Cristo. Daí eu pergunto - então porque continuar a pagar o dízimo, ele também não era da lei? Porque então, não guardar o sábado e a circuncisão também? Já que pastores insistem em dizer, que devemos continuar pagando o dízimo, então deveríamos também continuar a guardar toda a lei, você não acha? Na verdade, não devemos continuar guardando os sábados, nem a circuncisão e nem o dízimo também, porque se praticarmos um, devemos também praticar os outros, mas como não praticamos mais alguns, então não devemos praticar também os outros, pois estamos na graça e não debaixo da lei (Gálatas 5:3,4; Tiago 2:10). Como vimos neste capitulo, a passagem de Mateus 5:17,18 está sendo manipulada, e mal interpretada, com o propósito de inibir as pessoas a pagarem algo que não precisa mais ser pago, pois Cristo já pagou tudo por nós na cruz do calvário, não estamos devendo nada, não somos ladrões por não devolver o dízimo. Como está escrito – não são os dízimos, mas Cristo quem nos justifica, “quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” (Romanos 8:33,34). Na verdade, como estamos vendo, a doutrina do dízimo é uma das maiores heresias pregadas pelas igrejas; é uma forma de coagir as pessoas a dar dinheiro sem que elas queiram dar, mas dão porque pensam que receberão cem vezes mais, ou porque acham que é obrigatório, e ainda, porque têm medo do devorador, o qual apresentaremos nos próximos estudos, e veremos claramente nas Escrituras, que não são demônios, mas eram insetos que atacavam a lavoura dos judeus. Tudo o que estão ensinando por aí, dizendo que o dízimo é obrigatório, não passa de manipulação psicológica e falsa doutrina. Se você perguntar a qualquer pastor ou teólogo sincero, se o dízimo é ou não obrigatório, ele vai lhe dizer que não é obrigatório, vai lhe dizer que contribuição, deve ser dada de coração, e não por obrigação. A questão que estamos tratando aqui neste livro, não é se devemos ou não ajudar a obra de Deus, a questão é, se o dízimo é ou não obrigatório, e como está ficando claro pela palavra de Deus, concluímos definitivamente à luz das escrituras, que com certeza o dízimo não é obrigatório, e em hipótese alguma o devorador é demônio.
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